O Tempo na Vida do Investidor

Neste texto vamos abordar um assunto muito importante na vida de todas as pessoas que desejam construir um patrimônio que lhes dê mais tranquilidade financeira: a importância do Tempo na Vida do Investidor.

Como bem dizia o Renato Russo na música Tempo Perdido, “todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo. Temos todo o tempo do mundo”.

Acho sinceramente que os compositores não tinham a intenção deliberada de nos dar dicas sobre investimentos, mas esta parte da letra da música me inspira muito quando converso com as pessoas sobre acumulação e multiplicação de capital.

Todos os Dias Quando Acordo, Não Tenho Mais o Tempo que Passou


Não adianta brigar com esta realidade. A cada dia que passa eu tenho um dia a menos para tentar acumular riqueza.

Também não adianta ficar deprimido porque não aproveitou um dia de alta no mercado financeiro.

Market timing é muito difícil de fazer (talvez seja impossível, mas não gosto de afirmar que qualquer coisa seja impossível). Só que não é por causa desta dificuldade que vou ficar sempre adiando o início dos meus investimentos.

É preciso ter a consciência de que quanto antes eu começar, mais chances de sucesso eu tenho. Os juros compostos ajudam os investidores na sua luta constante por acúmulo de capital.

Isto quer o dizer o seguinte: assim que eu tiver a tese de investimentos formada, devo colocá-la em prática (não estamos fazendo Market Timing). Mas enquanto eu não tiver a tese formada, devo colocar em algo com pouco risco e que tenha um rendimento bruto próximo ao CDI (estou aproveitando os juros compostos enquanto a tese de investimentos não está formada, ou enquanto o gatilho para esta tese não tiver sido acionado).

Mas Tenho Muito Tempo


Começar a investir quando jovem é muito bom, pois dá mais tempo para os juros compostos nos ajudarem.

Vamos considerar a seguinte simulação: O que acontece com R$ 10 mil quando você os investe por cinco, dez, quinze, vinte e vinte e cinco anos a uma taxa fixa de 10% ao ano.

Quanto você teria ao final de cada um dos períodos?

Ao final de 5 anos: R$ 16.105,10

Ao final de 10 anos: R$ 25.937,42

Ao final de 15 anos: R$ 41.772,48

Ao final de 20 anos: R$ 67.275,00

Ao final de 25 anos: R$ 108.347,06

Perceba que nos primeiros cinco anos, o seu investimento inicial aumenta aproximadamente R$ 6,1 mil. Enquanto isto, entre os anos 20 e 25, o valor do seu investimento aumenta mais de R$ 41,0 mil no mesmo período de 5 anos!!!

Sejam bem-vindos ao maravilhoso mundo dos juros compostos. Ou, se preferirem, juros rendendo sobre juros. Ou, como o gênio Warren Buffett gosta de tratar: Efeito Bola de Neve.

Então, se eu não começo quando jovem, não adianta mais…


Sempre que apresento esta tabela, alguém me diz: “então, já que não tenho mais 20 ou 25 anos, não adianta mais começar”.

Como afirmei acima, quanto mais cedo você começar, maior é o poder dos juros compostos te ajudarem, mas isso não quer dizer que quem não começa quando muito jovem não tenha a oportunidade de chegar longe em seus investimentos.

Não devemos esquecer também o fato de que, conforme avançamos em nossas carreiras, nosso rendimento também sobe, e podemos reservar mais dinheiro para nossos investimentos, aumentando o “bolo” principal investido.

Portanto, a idade inicial é bastante importante, mas conforme nossa idade aumenta, normalmente temos mais dinheiro para investir.

O recado é o seguinte: devemos aproveitar as oportunidades de investimento sempre que elas aparecerem.

A Importância da Tese de Investimento


Existem anos em que o índice Bovespa, que é o principal índice acionário brasileiro sobe 35% e existem anos em que o mesmo índice cai 20%.

Isto também acontece com títulos de renda fixa pré-fixados, com ações de empresas, com fundos imobiliários e com quase todos os tipos de investimentos disponíveis. Exceção feita a títulos e fundos pós-fixados, que sempre têm variações positivas.

No caso hipotético de uma perda de 20%, você precisará ganhar 25% somente para voltar ao saldo inicial.

Traduzindo para nossa moeda: se você investir R$ 1.000,00 e perder 20%, passará a ter R$ 800,00. Para voltar aos R$ 1.000,00, você terá que recuperar os R$ 200,00, que representam 25% sobre os R$ 800,00 que você passou a ter após a perda inicial.

Este exemplo deixa muito clara a questão da tese de investimentos. Não adianta investir a qualquer momento em qualquer coisa. Uma perda inicial gera uma necessidade de rentabilização, em termos percentuais, maior do que a perda.

Isto significa que, se você não encontrar nada de bom (isto é um pouco difícil, mas pode ocorrer em alguns períodos) no mercado financeiro, é melhor deixar seu dinheiro em um fundo DI ou no Tesouro Direto. Sempre é melhor ganhar um pouco menos, mas continuar ganhando, do que perder.

Resumo:


O tempo é um aliado do investidor e não importa em qual idade começamos a investir. Ele sempre trabalha a nosso favor.

Quanto mais cedo começarmos, mais o milagre dos juros compostos nos ajudará. Mas isto não quer dizer que se não começarmos com 20 anos, tudo estará perdido.

Como normalmente aumentamos nossa renda conforme avançamos na idade e em nossa carreira, mais dinheiro teremos disponível com o tempo para colocar em nossa carteira de investimentos. E isto pode compensar um pouco o fato de não começarmos tão cedo quanto deveríamos.

A tese de investimentos é muito importante, pois se nossa tese não estiver sedimentada, podemos perder. E como vimos, precisamos de um percentual maior de ganho com relação ao percentual de perda para voltarmos ao capital anterior ao da perda.

Isto quer dizer que, enquanto não possuirmos uma tese de investimentos devemos alocar nosso capital em investimentos seguros e sem risco de perdas do principal.

Vamos começar?

Bons investimentos e até a próxima.

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