Aonde Investir Seu FGTS Surpresa

Oi pessoal, vamos tratar hoje de um assunto muito importante e que não está sendo devidamente debatido nos meios de Comunicação (grande novidade…): O que fazer com o seu FGTS Surpresa.

Não sei quanto a você, mas eu gosto muito de um dinheiro extra, e ainda mais se ele vier de surpresa. E esta liberação de FGTS com a qual o Governo Federal nos brindou, foi uma excelente surpresa, principalmente para quem não tem a intenção de gastá-lo com consumo.

E é isto que vamos abordar neste texto: como melhorar a sua vida financeira a partir desta grata notícia.

Não espere que abordemos o consumo, porque isto já está sendo amplamente tratado pelos meios de Comunicação tradicionais (jornais, internet, blogs, etc.).

Não é esta a nossa missão neste canal. Nossa missão é tratar de sua vida financeira, seja melhorando seu perfil de dívida, seja melhorando seu acesso a informação financeira de qualidade, sempre de forma agradável e simples.

Além disto, os recursos que estão no FGTS e que perderiam valor em sua conta se você não os retirasse agora, não devem servir para consumo. São recursos para te ajudar em projetos duradouros.

Por Onde Começar?


A partir do momento em que você tiver a certeza de que tem algum saldo a receber, você deve seguir três passos, para melhorar sua vida financeira. São eles: Liquidar ou amortizar suas dívidas, formar seu colchão de liquidez e aumentar um pouco seu risco, na busca de melhores retornos. Vamos a estes passos.

Passo 1 – Liquide ou amortize suas dívidas


Se você tem dívidas, você deve liquidá-las se o dinheiro recebido for suficiente. Se não for suficiente, amortize o máximo possível. Em ambos os casos, não esqueça de negociar, pois negociações são sempre aceitas em pagamento à vista de dívidas;

Passo 2 – Forme sua reserva de emergência


Se você conseguiu cumprir o Passo 1 ou se você não tem dívidas (passou direto pelo Passo 1 sem se preocupar), você deve constituir sua reserva de emergência.

Relembrando: A sua reserva de emergência deve ter um valor que comporte de três a nove meses de suas despesas mensais. Esta reserva serve para a sua tranquilidade em casos emergenciais.

Sua reserva de emergência deve estar em aplicações líquidas (resgate em D0 ou D+1) e com baixo risco (Tesouro LFT ou Fundos DI com baixa taxa de administração. Não vamos nem pensar em Caderneta de Poupança, combinado?).

Passo 3 – Assuma um pouco mais de risco


A partir do momento em que você já tiver liquidado suas dívidas (se você tiver dívidas) e formado seu colchão de liquidez, você deve partir para tomar um pouco mais de risco, visando aumentar sua rentabilidade.

Este momento é bastante importante. Você deve estar bem informado, pois normalmente mais risco promete mais retorno. Mas se o retorno não vier, você fica somente com o prejuízo associado ao risco.

Além disto, risco não significa nem perda e nem ganho e existem níveis de risco associados a cada investimento e a cada ativo contido neste investimento.

Avalie bem, de preferência com algum profissional, o nível de risco que você tolera, e a partir daí, procure investimentos que se adequem ao seu perfil.

Quais São Os Ativos Mais Comuns Por Nível de Risco?


Dentre os ativos que vemos mais comumente nas plataformas de investimentos e que têm um risco um pouco maior do que o Tesouro Direto e os Fundos DI, temos os LCIs, os LCAs, os CRIs, os CRAs, os CDBs, as NTN-Bs e as LTNs.

Com um risco um pouco maior, temos os Fundos Multimercado, que são excelentes instrumentos de exposição a riscos moderados e diversificados, pois são fundos que podem investir e investem em vários tipos de ativos como ações, opções, fundos imobiliários, moedas, commodities, etc.

Também temos, já com um risco um pouco maior do que os Multimercado, os Fundos de Ações, que são fundos voltados a montar carteiras de ações, buscando em alguns casos simplesmente a exposição a determinados ativos (como exemplo temos Fundos exclusivos de Petrobras e de Vale), a vários ativos de mesma classe (fundos de commodities, fundos do setor elétrico, fundos de small caps, etc), ou expostos a qualquer ativo (Fundos de Ações que não se qualificam como setoriais).

Além destes, temos os Fundos Imobiliários, que são fundos que detêm Imóveis, Galpões, Shoppings, ou outros Fundos Imobiliários (Fundos de Fundos). Estes fundos são negociados em Bolsa de Valores, exatamente como se ações fossem e oferecem a possibilidade de sermos proprietários de pedaços de imóveis, sem a necessidade de termos o patrimônio necessário para ter estes imóveis em sua totalidade.

E, por último, temos as ações de empresas, que estão sempre associadas a bastante risco e que realmente requerem análises mais qualificadas em torno de seu investimento. Mas devem ser sempre consideradas em um portfólio que pretenda ser classificado como diversificado.

Um ponto importante: não confunda volatilidade com risco. São conceitos diferentes entre si. Vamos disponibilizar em breve um texto que tratará deste assunto, mas absorva esta informação: alto risco não significa alta volatilidade e alta volatilidade também não significa alto risco.

Resumindo:


Dinheiro extra sempre é bom. Se for de surpresa, melhor ainda.

Sempre use o dinheiro extra para regularizar suas finanças, antes de utilizá-lo para consumo. Seu futuro agradece (olha a discussão da Reforma da Previdência aí, tirando o sono de muita gente que não programa ou programou seu futuro).

Não utilize este dinheiro do FGTS para consumo, a não ser que você entenda que sua vida já está definitivamente organizada. Se não for este o caso, invista em acumulação de capital, seja por intermédio de liquidação ou amortização de dívidas que estão drenando seu salário todo mês (lembra aquele limite do cheque Especial ou o Cartão de Crédito?), seja investindo este dinheiro da melhor forma possível.

Siga três passos para alocar os recursos do FGTS que estão sendo antecipados para você: Regularize suas dívidas, invista na formação de sua reserva de emergência e então diversifique, aumentando progressivamente seu risco e sua possibilidade de retorno.

 

Bons investimentos e até a próxima.

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