A Taxa Selic Continua Caindo: E Agora?

Ontem, dia 30/11/2016, o COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil) decidiu por unanimidade reduzir a taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira, pela segunda vez consecutiva, levando a mesma de 14,00% ao ano para 13,75% ao ano.

A queda de 0,25 pontos percentuais pode não ser muita coisa, mas sinaliza um movimento que está se consolidando em nossa economia e que certamente faz com que você deva começar a pensar na composição de sua carteira de investimentos. Se prepare para a possível queda dos juros.

Parece que as premissas necessárias para que o Comitê vá reduzindo esta taxa estão efetivamente andando. Estas premissas são: queda na inflação, austeridade fiscal (aprovação do teto dos gastos públicos e na sequência a reforma da previdência) e desaceleração do preço dos alimentos.

Se estas condições continuarem andando a contento, o BC se sentirá cada vez mais confortável para reduzir a Selic. Tem gente boa por aí indicando que pode vir a um dígito já em 2017. Acho muito, mas…

Voltando às reduções efetivadas, já são 50 pontos base desde o pico recente da taxa Selic, que estava em 14,25% ao ano antes destas duas reuniões.

Melhor se preparar…

Qual o Investimento Que Mais Perde Com Este Novo Cenário?


Certamente é o Fundo DI. Este tipo de Fundo normalmente investe em títulos do Tesouro Direto chamados Tesouro Selic (na CVM você consegue saber exatamente em que o seu Fundo de Investimento aloca o seu patrimônio e a consulta é grátis pela internet).

Como você já deve ter concluído, se a Selic cai, o seu Fundo DI, que investe em títulos do Tesouro Nacional que têm o apelido de Tesouro Selic, também vai vivenciar queda na rentabilidade.

Isto quer dizer que devo sair totalmente de meu fundo DI? A resposta é não.

Você deve, a partir de agora, buscar um pouco mais de risco (investindo em um Fundo Multimercado), travar um rendimento final (comprando títulos pré-fixados) ou buscar um rendimento que te proteja da inflação (comprando títulos com rendimento acima da inflação). Isto é bem fácil no Tesouro Direto.

Mas, nunca se esqueça de deixar uma quantidade de dinheiro em um fundo de curto prazo. Este é aquele dinheiro para emergências e que você pode precisar a qualquer momento.

Também acho que você não deveria ter nenhum recurso aplicado em um Fundo DI, porque você está pagando taxa de administração para o seu banco comprar Tesouro Selic, quando você poderia fazer isto diretamente no Tesouro Direto, pagando apenas 0,30% ao ano para a BMFBOVESPA.

Ou seja, o dinheiro da emergência deveria estar no Tesouro Selic e não em um Fundo DI.

Mas, se depois disto tudo, você ainda quiser investir seu dinheiro de emergências em um fundo DI, procure um que tenha uma taxa de administração baixa, porque senão você vai perder até para a Poupança. Isso dá até pesadelo!!

Bons investimentos e até a próxima.

 

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